
LEI NA EDIÇÃO DESTA SEMANA DO "ALTO MINHO"
“Se fosse jovem preferia ter uma loja do que estar num emprego com salário mínimo”
Aos 71 anos, Custódio Teixeira ainda pesa bacalhau e vende mercearia no Pomar Terra Nova, loja histórica do miolo de Monção, que foi reconhecida como instituição de mérito. O comerciante, que há meio século assume as rédeas deste comércio tradicional, tem um passado rico ligado ao associativismo e à política, principalmente depois do 25 de Abril. Ajudou na criação da freguesia de Cortes, conviveu com Mário Soares e lamenta que a política actualmente não discuta os reais problemas que afectam a vida das pessoas.
O Pomar Terra Nova abriu as portas em 1949 e destacou-se pela venda de fruta. A mãe de Custódio Teixeira esteve à frente da mercearia durante 25 anos. Com quatro anos, Custódio fazia da loja e do centro de Monção o seu recreio. “Via os meus pais trabalhar cá e com 10 ou 12 anos já ajudava. Fazia limpezas e recados”, recordou, admitindo que foram os seus pais que o aproximaram do comércio. “Com eles aprendi a trabalhar e a ganhar gosto por este ramo”, frisou o septuagenário, que aos 21 anos, em 1974, tomou as rédeas do negócio de família.