“No Atlético percebem que ainda quero jogar e no ADECAS percebem que quero treinar”

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Treinador adjunto da equipa de juniores do Atlético dos Arcos, José Araújo é também jogador do ADECAS. Conciliar as duas funções tem sido desafiante e o técnico e jogador de 24 anos confessa que analisar o jogo o tem fascinado mais do que jogar.

Zé Araújo começou a jogar futebol na formação da equipa de Guilhadeses, freguesia onde tem raízes familiares. “Tinha lá os meus amigos e, como a minha avó e a minha mãe são dessa freguesia, conhecia lá muita gente. Algumas pessoas da minha família também estavam lá. Por isso, sentia-me muito bem”, contou, grato pelos valores que diz ter aprendido no clube. “Principalmente aprendi a lidar com diferentes tipos de pessoas. Além disso, eu era muito rebelde. Achava que era a última bolacha no pacote…. Queria ser o principal e peguei-me muitas vezes com os treinadores, mas nunca fui mal educado. Agora que estou do outro lado percebo melhor essa parte”, admitiu, vincando que sempre foi uma criança e um jovem autónomo. “A minha mãe não tinha carro e Guilhadeses não é assim tão perto da vila. Era eu que arranjava boleia para os treinos. Gostava mesmo de jogar à bola e então eu também fazia por isso”, justificou.

Depois da experiência no Guilhadeses, o médio defensivo entrou para os juniores do Atlético dos Arcos. “Na altura só o Atlético dos Arcos é que tinha juniores. No meu segundo ano de júnior, fomos campeões distritais e subimos de divisão com ligeira superioridade em relação às outras equipas”, recordou, orgulhoso, o jogador, que recebeu nessa altura o primeiro convite para ser treinador. “O Tiago Cunha estava à procura de malta jovem e perguntou-me se eu queria ser treinador adjunto. Eu ainda andava na escola e pensei, por que não?”, partilhou Zé Araújo, que começou por ser treinador adjunto nos infantis.