
Mar, património natural e cluster automóvel ajudam na internacionalização das empresas do Alto Minho
O Instituto Politécnico de Viana do Castelo reuniu empresas, instituições e academia para dois dias de debate, trocas de experiências e partilha de conhecimento e de exemplos em torno de três clusters fundamentais para a região do Alto Minho: mar, capital natural e automóvel, com vista à internacionalização de empresas.
Dar visibilidade àquele que tem sido o papel dos Politécnicos para a promoção e internacionalização de empresas instaladas nos respetivos territórios foi um dos principais propósitos do IV Encontro de Internacionalização de Empresas, evento realizado no âmbito do Portugal Polytechnics International Network (PPIN), organizado pelo Instituto Politécnico de Viana do Castelo.
Ao longo dos dois últimos dias, assistiram-se a debates, trocas de experiências e partilhas de conhecimentos e de exemplos em torno de três clusters de capital importância para a região do Alto Minho – o mar, o capital natural e o automóvel –, com a presença de várias personalidades de relevo nacional e internacional, entre as quais se destacam os contributos deixados pelo secretário de Estado da Mobilidade Urbana, Jorge Delgado, pela diretora-geral das Políticas do Mar, Marisa Silva, pelo presidente da Associação Europeia de Instituições de Ensino Superior e pelo coordenador das Relações Internacionais do Paraná.
Logo na sessão de abertura, o presidente do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), Carlos Rodrigues, congratulou-se pela organização de um evento que juntou várias sensibilidades e pontos de vista e falou da relevância da internacionalização para a sustentabilidade dos Politécnicos e das próprias empresas. “A internacionalização acarreta uma série de vantagens. Permite abrir o mercado interno a estudantes internacionais, através do programa Erasmus, alavancando e projetando a imagem do ensinamento nacional. Também não nos podemos esquecer das possibilidades que são criadas para o próprio corpo docente no mercado internacional. Por outro lado, as empresas também precisam, cada vez mais, de mão-de-obra qualificada, num trabalho de proximidade e cooperação com a academia. Trabalhar em sinergias com vista à internacionalização assume também um papel importante para a sustentabilidade e o desenvolvimento do território”. Os Politécnicos, afirmou ainda Carlos Rodrigues, estão na vanguarda da formação e da preparação de ativos para o mercado. “Cada vez mais os Politécnicos são, em conjunto com as empresas, cocriadores de conhecimento e este é um caminho que devemos prosseguir”.
O vice-presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), Jorge Conde referiu-se aos Politécnicos como “motores de desenvolvimento”, com uma “grande matriz” de ligação e de resposta às necessidades do território e das empresas, presentes em 132 concelhos e em quase todas as capitais de distrito. “O projeto PPIN veio dar visibilidade a esse trabalho de internacionalização das empresas. Estes encontros pretendem mostrar que somos capazes de fazer essa ligação ao território, com um ensino muito aplicado e focado em resolver os problemas das empresas. O PPIN criar uma via onde essa internacionalização não é feita sozinha. Levamos connosco as empresas dos nossos territórios”, explicou Jorge Conde.